É tudo PUTA!

Um espaço criado para falar de tudo que as "meninas" e não meninas gostam! Sabe aquele segredo incrível que lhe tornará uma mulher ou "mulher" invejada em sua cidade, clã, tribo ou turminha? Aqui você encontra! Conselhos preciosos reunidos ao longo de muiiiita "vida fácil" para elevar seu status de PUTA para uma verdadeira CORTESÃ.

Thursday, August 09, 2007

Tempos Modernos


Bom, nesse início de semana assisti o filme A Criança, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne. Já fazia um tempoq ue andava querendo assitir. Tenho um gosto engraçado para filmes e sinto uma atração especial para tragédias/dramas da vida real e pungente do que há de mais escuro no ser-humano. (ao mesmo tempo que me jogo no sofá para ver desenho animado ou filme romântico...rs)

O que posso dizer do filme? É bom, muito bom. Um filme sem nada de extraordinário, sem nenhum grande artifício (como os críticos gostam de dizer), sem nenhuma grande virada, figurino comum, mas é um filme poético, ao seu modo. Ele não possui a pretensão de ser, mas consegue atingir um lugarzinho que existe em todos nós: até onde a necessidade pode nos desumanizar? até onde os nossos interesses ultrapassam o limite ético?

O filme ganhou, merecidamente, a Palma de Ouro, em Cannes, em 2005. O filme mostra um casal de jovens de 18 anos, que curtem a vida até a chegada de um bebê que é visto por cada um deles de uma forma. Ela, vê ali a materialização de seu afeto e de seu relacionamento e acredita que pode, finalmente, crescer e estabelecer uma família. Ele, vê na criança uma chance de hganhar mais algum dinheiro para satisfazer sua necessidade imediata de consumo e livrar-se daquele "empecilho".

A estória está longe de ser moralista. O diretor fala de uma juventude atual, onde tudo é o prazer, o consumo, o dinheiro e onde os laços afetivos das relações humanas, em especial o laço familiar, está desfeito e procura uma nova configuração. Tudo é mostrado com sutileza, mas ao mesmo tempo com uma crueza que incomoda.

É interessante ver como o casal brinca infantilmente o tempo todo, demonstrando sua imaturidade perante a vida, ao mesmo tempo que são responsáveis por outro ser humano e cometem atos gravíssimos. É como se a moral, a ética e qualquer tipo de ato que pudesse guiar essa juventude não estivesse ali, presente. O filme coloca uma questão primordial: o que são pessoas? são artigos descartáveis na sociedade moderna? estamos na sociedade das trocas e dos bens de consumo? Reparem que o bebê do filme, sequer possui um nome. Ele é um bem de consumo?

Para alguns o filme pode começar enfadonho, com suas tomadas longas, de plano aberto, com trilha sonora ausente e cenários repetitivos, mas a história ocorre de maneira tão rápida e envolvente, que logo isso se torna secundário. E não se surpreenda com o final do filme: há ali uma questão que permanece aberta, pois na verdade é uma chaga social que vivenciamos e que está aberta, não acabou e assim permanece, precisando ser cuidada, assim como a criança e os protagonistas desse filme. Veja o trailer:



** (esse é o tipod e filme que adoro. ele me deixa menos culpado, pois ao mesmo tempo que absorvo as calorias do chocolate, incorporo coisas interessante para a mente...rs...chocolate é cultura!!!)

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